Vamos criar a nossa realidade!

Escrito por em 7 de dezembro de 2017

O que você faria se tivesse a certeza de que poderia mudar a sua realidade? Este é um convite muito sincero que faço a vocês. Na vida nós temos duas opções bem claras: criar a nossa realidade ou repetir aquilo que não nos serve mais. A viagem que eu vos convido é  descobrir o que, de fato, te impede de ser pleno e feliz.

Em 1543, Nicolau copérnico sugeriu que o sol era o centro do Universo e não a Terra. A sua publicação foi parar no index de livros proibidos da igreja católica até 1835. Copérnico foi queimado vivo quando propôs a ideia e Galileu, ao apoiar a ideia de Copérnico, só não morreu porque era amigo pessoal do Papa. Mas foi mantido em uma prisão domiciliar até morrer.

A ciência evoluiu. Precisou separar o homem da religião para conseguir avanços  de uma certa maneira. O modelo mecânico, o homem é uma máquina, precisou predominar. Até que muitos cientistas, nos últimos tempos, perceberam que não precisamos separar o homem de sua espiritualidade. Quando falamos de mudar a realidade, estamos dizendo, primeiramente, quebra de paradigmas, reformulações.

A ciência sempre me fascinou, por isso cheguei até ao doutorado. A ciência me ajudou a pensar de forma complexa, a fazer associações, a aproveitar as contribuições acadêmicas com um olhar de detetive, de investigador que não se contenta exatamente com o que lê. Mas ao invés de ignorar o conhecimento alheio, eu busco compreendê-lo e fazer links com a prática. Extraio o melhor de cada contribuição e busco um  olhar crítico que me permite validá-las com o meu pensamento e visão, da forma mais apurada possível. Quando trabalhamos com a matéria prima humana, sabemos que nem tudo vai se aplicar a todos. Não existe uma regra geral para todos e sabemos que cada um vai ter o seu tempo de cura expansão da consciência.

Ao reler a contribuição de diversos cientistas, especialmente aqueles que conseguiram enxergar o que faz o ser humano sair do lugar, não ficar estagnado concluo: se você não expande a sua consciência, você limita-se a ser quem você é e o que veio fazer aqui nesta existência.

Por qual razão não nos livramos de hábitos nossos que não são saudáveis? Se acionarmos repetidamente as redes neurais, os hábitos ficam cada vez mais estruturados no cérebro e se tornam difíceis de mudar. Isso é ótimo para o processo de aprendizagem, mas péssimo para quem quer mudar comportamentos indesejáveis.

Ainda bem que existe o reverso: células nervosas, que quando não acionadas juntas, não permanecem juntas. Perdem o relacionamento a longo prazo. Mas onde está o segredo? É simples conseguir isso?

Tem algo que nos amarra: o lado negativo da memória associativa: tratar novas experiências levando em conta a nossa base de dados mental/ neuronal do passado. Em vez de perceber o momento, a tendência é buscar as experiências do passado. O cérebro faz isso. Todas as emoções, lembranças, conceitos e atitudes estão neurologicamente codificadas e interconectadas.

Em contrapartida podemos quebrar as redes neurais do cérebro, mudar a realidade. A neuroplasticidade cerebral vai permitir que o cérebro crie novas conexões. Mas nem sempre vamos conseguir isso. A decisão é o primeiro passo. Neste momento o nosso lobo frontal vai entrar em ação. É por meio dele que vamos recolher informações do ambiente e do nosso estoque de recordações, processá-las e chegar a decisões ou escolhas diferentes das que fizemos no passado. Ainda não estou falando de sucesso. O pensamento e a intenção vão provocar a transformação.

A má notícia é que nem sempre o caminho está livre. Agora é extremamente necessário falar de  física quântica. Ela vai nos ajudar a entender que podemos mudar a nossa realidade. É uma mágica? Absolutamente não. Minha fala é especialmente dedicada a cientista PHd. Candace Pert, autora do livro Molecules of Emotion[1].

Você sabia que você pode viciar em uma emoção, mesmo ela sendo negativa? As emoções produzem moléculas de emoção que se ligam aos receptores da célula. O que acontece que com  o uso repetido da heroína também acontece com o uso repetido da mesma emoção: os receptores opióides do corpo começam a esperar e ansiar por aquele peptídeo específico. O corpo fica dependente daquela emoção. Você está imune a isso? Você consegue evitar estados emocionais destrutivos? Situações indesejáveis que se repetem? Se sente incapaz de mudar?

A dependência emocional vai fazer com que você continue a criar determinada realidade. Já imaginou que as criações de sua vida podem ser emocionalmente condicionadas pela dependência? Uma dica para você saber se está dependente de uma emoção é você perceber que não consegue controlar um estado emocional. Eis o desafio, romper velhos padrões, velhas sensações.

Um freio usado pelo ser humano chama-se julgamento. Quando julgamos um desejo ou uma possibilidade nova, podemos enviar a nossa felicidade para o porão da repressão. Sabe como é?  A possibilidade de pensar em algo novo é jogada fora.

A frustração é outro freio. Quando algo não funciona no prazo que determinamos ou do jeito que determinamos, ficamos impacientes, desacreditados e nos vitimizamos. Dessa forma não somos obrigados a perceber o que não conseguimos e determinamos que somos incapazes mudar. Assim, o cérebro fica cada vez mais reativo e não criativo.

Às vezes, o inconsciente entra em uma queda de braço com o consciente e acaba vencendo a luta. Como mudar isso? O autoconhecimento te ajudará a resolver este embate. Ah é trabalhoso, é cansativo, vamos mudar de cena?

Vamos sim. A cena que eu quero deixar aqui para vocês é a cena da cura quântica. Uma cura que vai exigir coragem e disposição, mas ela oferece resultados mais rápidos e vai na raiz da questão. Quando me formei e que fiz o juramento de ser ética, profissional e promover curas mas eu acho que fiz um juramento comigo mesma: nunca descansar a minha mente quando determino que vou achar a solução.

Às vezes, um paciente desiste dele. Encerra a terapia porque quer milagres ou não tem paciência para o processo de autoconhecimento e cura. Já tive pacientes idosos que nunca fizeram terapia e em dois meses querem uma mudança radical de vida. Poderia fazer uma propaganda bem enganosa e dizer que qualquer caso eu vou resolver. Mas existe a disposição e mais o livre arbítrio da pessoa. Tem pacientes que mesmo eu atuando em seus sistema de crenças, já fizeram a decisão de não se curar e não viver mais. Hoje eu sou muito sincera quanto a mudança de realidade. É perfeitamente possível, mas nem todo mundo está disposto a enfrentar o processo da mudança de crenças.

Por isso eu resolvi sempre dizer essa frase, como um mantra mesmo: Não prolongue a cura interior, o despertar é agora! Quando despertar, a vida não terá mais limites e uma sensação plena de felicidade e prazer virá a cada ato, a cada conquista, a cada contemplação. Acredite e experimente!

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[1] Ela descobriu o receptor opióide, lugar de ligação celular das endorfinas, os analgésicos naturais do corpo , são os nossos mecanismos subjacentes de felicidade e de união. Ela investigou o sistema de comunicação do corpo inteiro, mediado pelas moléculas de peptídeos e por seus receptores. É uma base bioquímica para a emoção e a possível chave para muitas doenças desafiadoras de nossa época.

 


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