Vamos sair da caixinha?

Escrito por em 30 de dezembro de 2017

Simplesmente não é tão fácil sair da caixinha. É preciso muito trabalho interno para não ser fisgada pelas regras ditadas para a mulher. Muitas destas regras são sutis e estão tão impregnadas na mente da mulher que ela vive sem perceber o quanto se escraviza para ser bela, super mãe, super administradora das tarefas diárias e parceira que está sempre a disposição de todos.

A mulher consegue usar muito bem os dois lados do seu cérebro, administrar conflitos com amorosidade e acolher. Por isso é acaba sendo, muitas vezes, enxergada pela utilidade, porque ela neste papel é, de fato, útil para a sociedade. Afinal, ela consegue emprestar o seu útero para um outro ser nascer. Ela amamenta, ela se doa. Ela é boa nisso. Neste processo acaba doando sua própria alma e fica vazia. Já são várias gerações assim.

Atualmente, algumas mulheres escapam da teia de regras, preconceitos e julgamentos sociais e familiares. Quando fui professora da Universidade Aberta à Terceira Idade era comum eu ouvir de minhas alunas: professora eu me casei sem saber o que era sexo, nem sabia como me comportar. Assunto tabu para muita gente ainda. Esta é mais uma escravidão, falar de algo que é natural e belo é pecado. Quem disse isso?

Quem disse um monte de coisas? Mulher é sexo frágil, mulher não sabe fazer isso ou aquilo. É muito reforçado pelos meios de comunicação a incapacidade da mulher de ser brilhante. Não estou falando de disputa e sim de apropriação de potenciais e qualidades que ficam adormecidas na mulher porque ela aprendeu a ter que ser aprovada com nota 10 em tudo.

É como se a mulher tivesse que lutar para ter direitos, ser respeitada por tudo que faz e não ter estes atributos tratados como obrigação. Muitas mulheres exigem de si destaque na vida profissional e pessoal para sempre bem tratadas. Será que essa troca é justa? O quanto você se priva para receber nota 10 em tudo? Saiba que quando você se conhece e cuida de si, é você quem se dá a nota que merece e tira sempre 10 porque faz com muito prazer e dedicação, por êxito e realização própria, não para avaliação de quem quer que seja. Desperte!


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