“Ah, eu não vivo sem você”

Escrito por em 10 de fevereiro de 2018

“Ah, eu não vivo sem você”: você já disse isso para alguém, ou já ouviu de alguém? Esta frase pode ter muitos significados.

De toda maneira é uma frase que pode aprisionar e criar vários tipos de dependências. Sabemos que o ser humano é um ser gregário e um ser de trocas, seja no campo afetivo, intelectual ou social. Esta frase pode gerar um processo de simbiose e perda da identidade do casal. Não conseguir viver bem consigo mesmo, sem ter um bem estar, é um sinal de que esta pessoa não se sente inteira e precisa sempre de alguém para se sentir completa. O erro começa aí, mas termina sempre em uma sucessão e ramificação de erros daí para frente.

A relação saudável é uma união em que os dois crescem respeitando a sua própria individualidade. São parceiros, querem o bem um do outro. Quando isso não acontece há muito jogo e neurose que faz o casal adoecer. Para sustentar a simbiose um pode provocar no outro sentimentos de culpa, de abandono, de vergonha e de medo. E quem tem um “ser dependente” pode viver em um nível alterado de stress em função da carga de “doar vida” ao outro. Por outro lado, em troca disso, ele pode estar gostando de se alimentar de outro ser devoto a ele. E nessa relação de dependência mútua, duas pessoas tornam-se fracas e perdem sua individualidade para um tipo de relação que elas acreditam ser mais confortável.

Tudo isso não tem nada de confortável, nem de saudável. Na verdade existe um preço caríssimo ao manter esse tipo de relação. Apesar de serem adultos, dentro destas pessoas há uma criança interna ferida que precisa ser acolhida e amparada. Todos nós temos alguma pendência emocional do passado. A terapia ajuda a entender isso. Esse é o caminho para deixar de manter esse tipo de relação toxica e nociva. Autoconhecimento é coisa séria.


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