A inspiração de viver

Escrito por em 8 de agosto de 2018

Acordei inspirada na vida. Fiz um balanço de minha existência. Sou grata a cada aprendizado, a cada vivência. Talvez eu não diria isso alguns anos atrás. Quando você mergulha em si mesmo e apara as suas arestas, entende que a vida te dá oportunidade de cura e de aprendizado. Se você se fecha dentro de uma concha de proteção. Mesmo que ache que o mundo é mau, que Deus está “te maltratando” ou que nada dá certo. Ou seja, se vitimizar te leva literalmente para um abismo.

Um grande investimento que fiz foi em mim mesma. Faço terapia há 25 anos. Me conheço, me renovo, me transformo e me “faxino” sempre. Terapia, yoga, meditação, exercitar o meu corpo, cuidar de mim, são ferramentas para eu lidar com o meu processo do envelhecimento de forma prazerosa. Tenho acompanhado a minha geração. É inacreditável, no padrão de tempos atrás seríamos velhinhos! A geração de 70 tem grandes chances de viver muito bem. Temos tecnologia para nos curar, a medicina avançou muito, temos técnicas de cura, informações, leques de possibilidades para investir na nossa saúde. Mas vejo muita gente envelhecendo e perdendo o prazer da vida.

O segredo é Inventar — e se reinventar

Tenho vontade de usar uma varinha mágica para despertar as pessoas para uma vida mais verdadeira. Quantos vivem no automático, sobrevivem e não vivem! O que fazem da vida? Alguns focam no trabalho de forma obsessiva, outros focam em diversão prejudicando o estado da alma, levantando a bandeira do “aproveitamento da vida” em detrimento das suas buscas mais profundas. Busquei curar as minhas feridas emocionais e me espiritualizar. Encontrar o sentido de minha vida. O que vale a pena viver, o que me deixa feliz e plena. E aposto com você: vale muito a pena!

Me preocupo com a máscara que as pessoas usam para camuflar a sua dor. Trabalho, diversão fazem parte da vida. Mas qual está sendo o investimento que eleva a sua alma, que deixa melhor e saudável? Pergunta difícil de ser respondida. Somos contraditórios em muitos momentos. Nossos arquivos inconscientes nos “pregam” peças, queremos algo, mas muitas vezes atuamos de forma contrária ao que queremos. Nessa minha jornada aprendi que deveria ser amiga do meu inconsciente. Fui entendê-lo. Me liberei de crenças e de sentimentos que travavam a minha vida. Resolvi encarar a vida “de cara limpa”, sem subterfúgios. Cada dia, expando mais a minha consciência, me “escaneio”, me “viro ao avesso”. Assim, busco a minha coerência e me proponho a ser menos contraditória possível. Eis o desafio de estar em paz consigo mesmo.


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