Até que a vida os separe

Escrito por em 23 de setembro de 2017

Tem casal que vive conflitos intermináveis. Gasta muita energia em tentar moldar o outro, porque não consegue lidar com as diferenças de gênero, pessoais, familiares e culturais. Assim, o dia a dia torna-se desgastante e massacrante até a que a vida os separe. Muitas vezes a separação não é física, é aquela em que a troca de carinho e afeto deixa de existir, podendo gerar competição, angústia, tristeza e insatisfação.

Aparentemente está tudo sob controle e a vida vai acontecendo. Mas o emocional aprisionado vai gerar sintomas físicos que vão influenciar o emocional provocando uma cadeia de situações: buscar refúgio em comidas, drogas, trabalho, consumismo excessivos, outros parceiros (as) etc. Por um tempo estas alternativas podem funcionar, mas em determinado momento aquilo que ficou guardado, escondido vai aparecer. Muitas vezes, há um disparador para vir à tona o que estava dentro da pessoa: a morte de um ente querido, um desemprego, uma discussão com o chefe, a doença de um filho.

Situações da vida “abrem arquivos” que temos dentro de nós. A figura de um iceberg representa bem o que acontece conosco. A ponta do iceberg, a que não está submersa, ou seja, a sua menor parte seria a parte que temos consciência, o arquivo que sabemos nomear a abrir quando quisermos e parte submersa corresponde ao nosso inconsciente, os arquivos que não sabemos que temos. Na relação a dois vários arquivos que estão submersos vão parecer sem o casal ter total consciência.

A complexidade de uma vida a dois proporciona vários desafios. Um deles é o processo de autoconhecimento. Significa se conhecer a partir das demandas afetivas e práticas de uma relação. Infelizmente, muita gente não tem esta consciência. Sugiro que você pare um instante para sentir você na sua relação a dois e descobrir o que você encontra.


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