Como repaginar um casamento

Escrito por em 10 de junho de 2018

Não existe uma bula certa. A premissa desta proposta é você se repaginar, para que a relação possa, também, se repaginar. O ser humano nasce, se desenvolve e cresce. É o processo natural de viver e envelhecer. Cada vez que a pessoa cresce, mais responsabilidades e obrigações ela irá enfrentar. Gerenciar essas responsabilidades com sabedoria, sem esquecer de si mesmo, do que lhe dá prazer e lhe torna feliz; sem ferir o outro, respeitando nossa própria personalidade… é um processo de desenvolvimento pessoal que precisamos passar.

No meio disso tem uma rotina e tem o amor. Tudo isso junto, inserido é um casamento. Percebam que complexo?! Será possível lidar com tudo isso de forma saudável, sem ajuda ou planejamento? A resposta é: para algumas pessoas não! Pois elas têm questões próprias não resolvidas e que vão interferir na relação de forma muito difícil de controlar. E uma chave dentro das relações a dois, de convivência, é a equação olhar para si mesmo e, também, olhar para o outro com empatia. Perceba!

Uma questão de base

Viver no nosso país é ter que sempre estar atenta ao futuro. Sabemos que há muita instabilidade. Infelizmente falta na educação familiar e social um conceito e uma base de desenvolver resiliência e a capacidade de relativizar as coisas. E isso ocorre desde a infância. Significa que precisamos ensinar nossos filhos a olhar para dentro. Eles são tão ensinados a olhar para fora, que quando crescem continuam com o olhar nessa mesma direção. E é aí que está a chave: não há casamento que resista ao eterno movimento da busca externa. O seu vazio vai influenciar sua vida, seu casamento e a sua transformação.

Autoconhecimento e empatia: quase o elixir da boa relação

A relação a dois é um processo contínuo de construção. Acho que o que deveria ser sacramentado no momento da união é comprometimento com a construção a dois e a verdade pessoal em primeiro lugar. Isso evitaria muita projeção, ilusão e fantasia. O problema é que muita gente não tem consciência da importância do olhar interno. O primeiro movimento é achar um culpado, o que piora qualquer tipo de reformulação.

Então, neste momento, busque repaginar você mesmo, e favorecer o seu autoconhecimento. Assim, você será capaz de lidar melhor consigo, primeiramente, para então com o outro, e ainda, entender melhor, ou seja, com mais empatia o outro. É aí que começa a acontecer na relação algo que chamamos de “fluir” melhor, com mais prazer e alegria, mesmo diante de uma vida tão cheia de contratempos.


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