Onde foi que eu errei?

Escrito por em 8 de agosto de 2017

Uma das perguntas mais frequentes que eu escuto no meu consultório, pelos pais que atendo, é: “onde foi que eu errei?”. Eu proponho sempre a troca por uma frase mais adequada, que seria: “o que eu posso aprender com esta situação?”. Nessa hora, o sentimento de culpa e o comportamento de autopunição tomam conta dos pais, de tal forma, que eles não conseguem enxergar a saída mais saudável e, assim, trazem mais dor  para a relação com seus filhos. É aí que o ciclo do “erro” não é quebrado.

A consciência do que faltou para a condução mais adequada na relação com os filhos é o verdadeiro começo do processo de mudança. É necessário ter um olhar mais profundo da situação. Às vezes, os pais não sabem lidar com um comportamento do filho, porque este comportamento pode corresponder a algo que os limitou quando eram criança. Nem sempre é fácil identificar o que ficou aprisionado ou mal resolvido dentro de si. O fato é que na educação com os filhos o que estava escondido aparece. Na maioria das vezes surge de uma maneira não entendida pelos pais.

Como há uma mistura de pressões sociais, demandas de uma educação e as feridas emocionais destes pais, fica menos compreensível a atitude a ser tomada.  Talvez se estes pais se perguntarem o que faltou, em termos educacionais, quando era criança, poderão trilhar o caminho do aprendizado e da cura interna.

Sempre há uma resposta mais esclarecedora se você conseguir parar para ouvir sua voz mais profunda, se tirar uns minutos ou horas do dia para refletir melhor o que está sentindo, de onde partiu aquele sentimento, como pode mudar o que está vivendo e o que pode aprender com tudo isso. Tente ouvir suas respostas! Se não conseguir acessar suas próprias respostas, é exatamente para isto que existe terapia. Para tudo tem uma solução ou uma saída mais viável e inteligente.


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